Novas mudanças na rotina, a aproximação do fim do ano e a tentativa de ensinar novos comandos
Desde que a Berenice entrou na minha vida meu maior foco de atenção é ela - principalmente porque filhote dá um senhor trabalho -, porém no início desse semestre decidi voltar a estudar. Muitas coisas aconteceram na minha vida nos últimos 2 anos, aliás, foi isso que me motivou a adotar um cachorro, e agora que a maré começou a baixar senti que precisava me reencontrar. A verdade é que percebi que eu não me conhecia mais, não sabia do que eu gostava ou o que queria fazer para minha vida, e de repente comecei a me reconectar com a Vivian criança.
Ok, mas e o que isso tem a ver com a Berenice?
Bom, estudar exige tempo e dedicação, ou seja, Berenice não pode continuar sendo meu maior foco. Ou melhor, não pode ser meu único foco. No início senti uma preocupação imensa com essa nossa nova adaptação porque no fim do ano passado fiz as aulas teóricas da autoescola em casa, e mesmo sendo em casa ela me demandava uma atenção que eu não conseguia suprir, foi nessa época que ela arrancou o assento de T-O-D-A-S as minhas cadeiras.
Dessa vez ela está um pouco mais calma, porém estou tentando dar mais atenção para ela nos dias em que não tenho aula, e nos dias que eu tenho procuro oferecer alguma coisa para ela roer (um casco, um osso, um chifre, coisas assim) enquanto estou em aula. PARECE que tem dado certo. Ela provavelmente fica ansiosa em me ver ali sentadinha na frente do computador sem brincar com ela, mas ela tem conseguido descontar isso em objetos propícios. Além disso, muitas vezes permito que ela suba em uma cadeira ao lado da minha, ou até mesmo no meu colo (o que cabe dela no meu colo) para roer ali, escoradinha em mim.
Nem mesmo as quintas-feiras estão sendo tão tortuosas como eram até pouco tempo atrás. A minha dúvida no momento é: será que ela está crescendo e aprendendo a ficar sozinha? Ou será que ela está deprimindo?
A cabeça dessa mãe de pet não para nuncaaaaa!
Porém, sinto que a vida é uma eterna adaptação. As coisas mudam o tempo todo, entender que é tão difícil para mim quanto é para ela já é um passo mega importante, afinal de contas ela não entende isso. Quando sou compreensiva comigo - normalmente - consigo dar o meu melhor para ela também.
Por enquanto as preocupações iniciais não parecem estar se concretizando, e espero do fundo do meu coração que continue assim.
Um totó dizendo "mãe, apaga a luz que eu quero dormir"
Além disso, o fim do ano está se aproximando e com ele as comemorações de Natal e Ano Novo. Eu ainda não tenho ideia do que vou fazer na virada do ano, mas decidi há bastante tempo que ela vai passar a virada em um hotel. O motivo de eu ter feito essa escolha é pelo barulho ensurdecedor dos fogos de artifício que, como todos sabem, machuca bastante os ouvidos dos cachorrinhos.
No ano passado ela ficou sozinha em casa, deixei meu quarto aberto e locais confortáveis e escondidos para ela, mesmo assim ela sofreu muito. Penso que se ela ficar no hotel vão ter pessoas acostumadas a lidar com cachorros assustados por conta do período, provavelmente o local vai ser mais apropriado que a minha casa e ela definitivamente não vai ficar sozinha.
Eu não tenho como ter certeza disso, existem histórias e mais histórias de hotéis que deixam os cachorros dentro de uma gaiola o tempo inteiro e por isso estou tendo uma certa dificuldade em encontrar o local adequado. Estou procurando hotéis/creches que sejam de adestradores e que ofereçam uma estadia educacional, assim penso que as chances de ela ficar menos ansiosa são maiores. Não me parece fazer sentido apenas deixar ela solta para correr em um local, gastando energia sem foco nenhum...
Dito isso, essa semana (a semana em que estou escrevendo isso, não a que você está lendo) vou levar ela para fazer adaptação em um forte candidato. A adaptação é mega importante, mas depois disso quero deixar ela hospedada por alguns dias antes do Ano Novo para ver como ela vai se comportar. Berenice tem uma dificuldade muito grande de dormir fora de casa. Ela pode estar completamente entregue ao sono, mas luta para não dormir, inclusive já teve uma vez que dormiu de pé na casa da minha mãe.
Depois eu volto e conto como foi a experiência.
E para encerrar, adoraria dizer que a Berenice é o cachorro mais inteligente e esperto do mundo, mas a verdade é que estou há mais ou menos um mês tentando ensinar ela a largar o brinquedo na minha mão e não consigo. Ok, ok, provavelmente o problema não é a aluna, e sim a professora. É meio frustrante, para ser sincera, o início de cada novo treinamento, mas dessa estou tentando pegar leve. Faço três ou quatro tentativas, se ela acerta faço festa, se ela não acerta em nenhuma dessas tentativas eu desisto e tento outra coisa.
Eu não vou parar de tentar ensinar coisas novas para ela, até porque entendo o quanto o estímulo mental pode ser tão importante (ou mais) quanto o estímulo físico. Além disso, sinto que esses pequenos treinos ajudam a estimular a minha criatividade e aumentam o nosso vínculo.



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