O pobre não tem um dia de paz
As coisas estavam indo muito, muito bem, até que em questão de horas (2 horas para ser mais exata) as coisas desandaram...
Berenice começou a ficar um pouco arisca, sem querer que a gente encostasse nela e logo eu percebi que ela estava com dor. Parecia ser no ouvido, mas como ela não me deixava nem chegar perto eu não tinha certeza, e já era noite, então eu não conseguia ver se o ouvido estava vermelho ou não. Ela normalmente dorme comigo, e ela tentou nesse dia, só que não conseguiu porque se eu respirasse um pouco mais fundo ela sentia dor.
Na manhã seguinte eu consegui olhar o ouvido dela, tinha acúmulo de cera e estava um pouco avermelhado. Limpei mas não consegui identificar onde estava doendo, ainda não tinha certeza de onde vinha a dor. Comecei a suspeitar que fosse algo muscular, que ela tivesse caído de mal jeito e se machucado (porque ela é doida e sobe em tudo). Durante o dia em algum momento eu toquei no pescoço dela e ela gritou de dor, ali eu tive certeza que era muscular. Fiquei mais tranquila, mas segui dando remédio pra dor.
Mais uma noite e ela não conseguiu dormir comigo por causa da dor, mas a dor parecia estar piorando. No terceiro dia, ainda pela manhã o olho dela começou a inchar. E então inchou a base da orelha e a boca. No fim do dia a cara dela parecia um coração. Era mesmo o ouvido. De novo.
Comecei a dar pra ela o que eu tinha de remédio do último tratamento, fui seguindo as receitas porque eu teria uma folga no meio da semana e a ideia era levar ela no veterinário nesse dia para não pagar plantão.
Na manhã do quarto dia ela já não comia porque não conseguia abrir a boca. Corri com ela para o veterinário e ela passou o dia na clínica para fazer uns exames, tomar remédio e eles drenarem um pouco da infecção. No fim do dia a cara dela estava bem menos inchada e durante a noite o abcesso estourou.
Passamos a madrugada acordando, limpando o machucado, fazendo curativo e voltando a dormir. Na manhã seguinte voltamos para a clínica para que eles drenassem mais, limpassem e fizessem curativo se fosse necessário. Busquei ela no meio da tarde e o temperamento dela já estava normal, ela também já tinha voltado a ser carinhosa e acabamos dormindo no sofá.
Olhando ela dormir protegida e segura no meu colo eu me senti bastante nostálgica. Lembrei dela pequeninha quando recém tinha chegado em minha vida, lembrei do quanto ela aprontava e que eu repetia para mim diariamente "isso não vai ser pra sempre" porque ela era terrível de arteira. Lembrei de como ela era pequeninha e cabia no meu colo de verdade, e que ela pedia para subir no meu colo quando estava com sono.
A ideia agora é esperar sair toda a infecção e aí começar os preparativos para a próxima cirurgia. Aquela que eu temia... estou tentando viver um dia de cada vez e não me desesperar. Tenho medo de prejudicar a qualidade de vida dela e tenho medo de coisas piores também. Mas preciso confiar nos profissionais que estão cuidando dela.
Assim que der volto com novidades. Até mais! 🐶💖




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